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Projeto utiliza peixes ornamentais no combate ao Aedes aegypti


Um projeto de extensão do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco (IF Sertão - PE), campus Petrolina Zona Rural, está desenvolvendo uma pesquisa que visa a utilização de peixes ornamentais, ou “peixes de aquário”, no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A distribuição de peixes está sendo feita em escolas, associações e outras instituições e organizações da região.

Os peixes utilizados pela pesquisa são os da espécie Lebiste, também conhecido popularmente como “guppy” ou “barrigudinho”. Os animais, que são reproduzidos no laboratório de piscicultura do IF Sertão, chegam a medir até 4cm de comprimento. No entanto, eles possuem a capacidade de comer cerca de 200 larvas do Aedes aegypti, impedindo a proliferação do mosquito.

Os peixes ornamentais ajudam a diminuir a quantidade de larvas do Aedes aegypti (Foto: Inês Guimarães / Ascom IF Sertão-PE) Os peixes ornamentais ajudam a diminuir a quantidade de larvas do Aedes aegypti (Foto: Inês Guimarães / Ascom IF Sertão-PE) Os peixes ornamentais ajudam a diminuir a quantidade de larvas do Aedes aegypti (Foto: Inês Guimarães / Ascom IF Sertão-PE).
De acordo com a professora responsável pelo projeto de extensão, Elizângela Souza, a proposta inicial da pesquisa surgiu em 2016, a partir de discussões com os alunos em sala de aula. Depois, o projeto-piloto foi realizado com moradores dos assentamentos Água Viva 01 e 02, na zona rural de Petrolina, no período de 1 ano. “Eu já tinha lido sobre o uso de peixes no combate ao Aedes aegypti. E alguns moradores dos assentamentos nos falavam do abastecimento de água [no local], e que lá armazenava muita água. Fizemos visita em 27 casas e acompanhamento mensal”, explicou.
A ideia de estender o projeto, ainda segundo a professora, veio após o retorno positivo dos moradores.“A gente viu que teve bons resultados, pelos depoimentos dos moradores, dizendo que não apareceram mais larvas [do mosquito]”, disse.

As escolas Daniel Berg e Dr. Diego Rego Barros, localizadas no assentamento Água Viva 01 e núcleo C2, respectivamente, são pontos de referência da entrega dos peixes para a comunidade. “No dia de entrega dos peixes, pegamos nome, endereço e quantidade de peixes, e a pessoa assina para mostrar que está ciente que não vai beber a água”, relatou.
Os peixes podem ser adquiridos, gratuitamente, no Laboratório de Piscicultura do IF Sertão-PE. A orientação é de que seja utilizado um peixe para cada 200 litros de água.

Via: g1.globo